O Júri de Atribuição do Prémio Nacional de Saúde 2007 reconheceu o pioneirismo e a dedicação do trabalho de promoção e prevenção realizado por Fernando de Pádua, que contribuiu, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde.
O laureado licenciou-se em Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1950. Especializou-se em Cardiologia em 1953, na Universidade de Harvard, e prestou provas para doutoramento em 1959, na Faculdade de Medicina de Lisboa, conquistando o lugar de professor catedrático na mesma faculdade aos 39 anos.
Fernando de Pádua, no âmbito do seu longo percurso profissional e na sua área de especialização – a cardiologia –, distinguiu-se por uma vida dedicada a três vertentes fundamentais da medicina: investigação e ensino, assistência e prevenção das doenças não transmissíveis.
Nas actividades de investigação e de ensino, distinguiu-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, onde desempenhou as funções de catedrático mais jovem da história daquela faculdade, contribuindo para a formação de jovens médicos nas várias áreas da medicina.
Nas actividades de assistência, notabilizou-se como Director de Serviços de Medicina e de Cardiologia do Hospital de Santa Maria. Foi pioneiro em áreas da terapêutica e na organização do funcionamento dos respectivos serviços que dirigiu.
O nome de Fernando de Pádua está, indubitavelmente, associado à prevenção das doenças cardiovasculares e demais doenças crónicas não transmissíveis.
Pioneiro da utilização inteligente da divulgação de mensagens para a saúde, através do recurso intensivo aos órgãos de comunicação social, e fundador de instituições de promoção da saúde e de prevenção da doença, lutou sempre por uma melhor qualidade de vida dos portugueses, o que contribuiu, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde.
Assim, em 1979, enquanto Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, constituiu a Fundação Portuguesa de Cardiologia, com o objectivo de viabilizar a comunicação directa com a população, em termos de prevenção e de educação para a saúde.
Em 1986, fundou o Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva.
Sendo Medalha de Ouro, de Serviços Distintos, do Ministério da Saúde, foi agraciado, em 2005, com o Grande Colar da Ordem de Sant’Iago de Espada, Categoria Grande Oficial, pelo Presidente da República.