Senhor Primeiro-Ministro,
Senhores Presidentes de Câmara,
em particular Senhora Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira,
Senhores Secretários de Estado,
Senhor Governador Civil,
Senhores Representantes do Consórcio Escala Vila Franca de Xira,
Senhor Presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Esta não é apenas uma cerimónia. Este é um momento da maior importância para Vila Franca de Xira, para os concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja e Benavente. E é um momento que assume, no actual contexto, particular significado para o País.
O novo hospital de Vila Franca de Xira vai melhorar a prestação dos cuidados de saúde a cerca de 215 mil pessoas.
Por isso é tão importante para estes concelhos. Com o novo hospital não estamos apenas a mudar de casa.
O que estamos a fazer, isso sim, é a reforçar a capacidade para responder às necessidades específicas dos cidadãos na área da saúde.
Mais especialidades, mais capacidade de internamento e de produção cirúrgica, mais consultas e melhores serviços de urgência.
São as novas respostas em saúde para estas populações. Respostas encontradas no Serviço Nacional de Saúde.
Este novo hospital, sendo uma parceria com gestão clínica, não deixa de pertencer à rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
É por isso que temos um enorme grau de exigência no acompanhamento desta parceria. Trata-se de garantir padrões de exigência e níveis de qualidade elevados na prestação de serviços de saúde.
E este é um hospital que, pelo seu nível de diferenciação e pela sua dimensão, tem um padrão de exigência elevado, tendo necessariamente de se saber articular com as restantes unidades hospitalares da região.
E como unidade do SNS, o hospital tem, igualmente, de assegurar uma eficaz referenciação que permita o funcionamento em rede dos serviços de saúde.
E este funcionamento em rede significa articular de forma adequada os cuidados de saúde primários, os cuidados hospitalares aqui prestados e os cuidados continuados.
Por isso,
Senhor Primeiro-Ministro,
Minhas senhoras e meus senhores,
Permitam-me umas palavras para os representantes do consórcio Escala Vila Franca:
A nossa parceria é uma parceria leal. Uma parceria que se funda nos valores e nos padrões do Serviço Nacional de Saúde: acesso universal e de qualidade.
O rigor no acompanhamento desta parceria, em particular porque tem gestão clínica, é um imperativo da defesa do interesse público.
Mas quero deixar claro que confiamos que o consórcio está à altura desta enorme responsabilidade.
Temos um longo caminho pela frente. É quase como nos casamentos: um caminho a percorrer em conjunto, com lealdade e com responsabilidade.
E para além desta palavra de confiança no consórcio, quero também louvar aqui hoje, publicamente, os profissionais de saúde do Hospital de Vila Franca de Xira.
Não podemos esquecer que o novo hospital é um hospital de substituição. Nas actuais instalações, ao longo de anos, uma competente e dedicada equipa de profissionais tem dado o seu melhor pela saúde dos cidadãos. Em condições de trabalho muito difíceis. Mas sem nunca vacilar na sua responsabilidade para com os cidadãos.
Por isso quero deixar ao consórcio a certeza que tenho na qualidade e dedicação destes profissionais de saúde. Eles merecem bem as novas instalações onde vão passar a trabalhar.
E a Ministra da Saúde faz votos para que este espírito de equipa possa também passar para a nova gestão e para o novo edifício.
Senhor Primeiro-Ministro,
Minhas senhoras e meus senhores,
Disse no início que este é um momento que assume, no actual contexto, particular significado para o País.
Não desistimos de investir no Serviço Nacional de Saúde.
As pessoas sabem que sempre fui uma defensora intransigente do SNS.
E assumo esta postura porque sei bem o que é não ter acesso a cuidados de saúde.
No início da minha carreira estive no serviço médico à periferia, em 76/77. Estávamos a dar os primeiros passos na construção do SNS. Nessa altura pude constatar as consequências de não existir um serviço público de saúde. A fragilidade de um simples Plano Nacional de Vacinação com fraca taxa de adesão. A inexistência de saúde materno-infantil. A diferença no acesso à saúde entre ricos e pobres.
E em trinta anos tudo isto mudou. Portugal, com o SNS, apresenta dos melhores indicadores de saúde do Mundo.
E isso não é por acaso. É porque temos um sistema com cobertura integral do País e de acesso universal.
Um Serviço Nacional de Saúde moderno, forte e eficaz.
Os portugueses contam muito com o SNS. Por isso não desistimos de o defender e de nele investir.
Muito obrigada.