Campanha apela ao teste da sida

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Campanha de apelo à realização do teste da sida arranca sábado, 7 de Outubro, na televisão portuguesa.

Não vivas às escuras é o nome da campanha que apela à realização do teste da sida, que arranca sábado, 7 de Outubro, na televisão portuguesa. O objectivo é demonstrar que qualquer pessoa com um comportamento de risco pode ter o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

A campanha resulta de um protocolo entre a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e o Alto Comissariado da Saúde, com vista a alertar a população para a necessidade da realização dos testes da sida.

Os promotores da campanha justificam a iniciativa com os recentes resultados de um estudo, que revelou que 73 por cento dos adultos portugueses nunca realizaram o teste da SIDA e desconhecem, por isso, se estão ou não infectados. Por outro lado, o Programa das Nações Unidas para a SIDA (Onusida) aponta para a existência de 32 mil pessoas infectadas em Portugal.

Segundo o Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida, Henrique Barros, em declarações à agência Lusa, "o desconhecimento do estatuto serológico pela maior parte da população é preocupante, na medida em que manter-se às escuras, como refere a campanha, não só impede que as pessoas com VIH iniciem o tratamento mais rapidamente, como pode multiplicar o número de pessoas infectadas, pela falta de percepção do risco".

A partir de sábado, a campanha televisiva Não vivas às escuras vai mostrar diálogos do dia-a-dia que pretendem demonstrar que qualquer pessoa que tenha um comportamento de risco pode ter o VIH. Posteriormente, esta campanha vai contar com diversos outdoors.

O VIH entra no organismo através de contacto sexual desprotegido com uma pessoa infectada, contactos sanguíneos e da mãe infectada para o filho, apesar de esta última forma de transmissão poder ser evitada mediante diagnóstico e tratamento precoce. Ao entrar no organismo, o VIH ataca o sistema imunológico, tornando a pessoa infectada (seropositiva) permeável a outras doenças, chamadas infecções oportunistas.

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Data de publicação 04.10.2006
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