A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em comunicado emitido na última sexta-feira, 28 de Agosto, que o total cumulativo de casos confirmados de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1) está perto de 210 mil.
À data de 23 de Agosto, os dados eram os seguintes:
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Regiões |
Total cumulativo de casos* |
Total cumulativo de mortes |
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OMS - África |
3.843 |
11 |
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OMS - Américas |
110.113 |
1.876 |
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OMS - Mediterrâneo Oriental |
3.128 |
10 |
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OMS - Europa |
mais de 42.557 |
pelo menos 85 |
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OMS - Sudeste Asiático |
15.771 |
139 |
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OMS - Pacífico Ocidental |
34.026 |
64 |
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Total |
Mais de 209.438 |
2.185 |
* Uma vez que os países já não são obrigados a testar e a reportar casos individuais, o total de casos deverá estar subestimado.
O comunicado indica que a maioria dos países do hemisfério sul (Chile, Argentina, Nova Zelândia e Austrália) já ultrapassou o pico da actividade gripal. No entanto, outros países, como a África do Sul e a Bolívia, continuam a sentir elevados níveis de actividade gripal.
Em regiões tropicais - América Central e regiões tropicais da Ásia -, muitos países vêem aumentar ou mantêm elevados níveis de actividade gripal.
Nas zonas temperadas do hemisfério norte (representadas pela América do Norte, Europa e Ásia Central), a actividade gripal e das doenças respiratórias permanece geralmente baixa, ainda que alguns países reportem surtos localizados. No Japão, o nível de actividade gripal ultrapassou o limiar da epidemia sazonal, sinalizando que a estação da gripe anual se iniciou cedo.
O vírus H1N1 continua a ser predominante, tanto no hemisfério norte, como no hemisfério sul. Os testes de resistência antiviral têm vindo a confirmar a susceptibilidade do vírus ao oseltamivir, excepto em casos esporádicos.
Noutro comunicado emitido a 28 de Agosto, a OMS revelou que a monitorização tem vindo a fornecer suficiente informação para realizar alguns prognósticos quanto à evolução da gripe nos próximos meses.
A OMS alerta os países do hemisfério norte para a necessidade de se prepararem para uma segunda vaga pandémica. Países com clima tropical, aos quais o vírus pandémico chegou mais tarde, devem também preparar-se para um aumento do número de casos.
Os países nas regiões temperadas do hemisfério sul devem permanecer vigilantes. Como a experiência demostrou, podem ocorrer surtos localizados de transmissão mesmo quando a pandemia atingiu o pico a nível nacional.
Até à altura, os casos mais graves e mortes ocorreram em adultos com menos de 50 anos de idade, sendo a morte de pessoas idosas comparativamente rara. Esta distribuição etária está em contraste gritante com a gripe sazonal, na qual cerca de 90% dos casos graves e fatais ocorrem em pessoas com idade igual ou superior a 65 anos.
O aumento do risco durante a gravidez está agora consistentemente bem documentado na generalidade dos países. A sublinhar o risco está o facto de o vírus atingir sobretudo os mais jovens.
Os dados continuam a demonstrar que certas condições médicas aumentam o risco de doença grave e fatal. Estas incluem doenças respiratórias, principalmente asma, doenças cardiovasculares, diabetes e imunossupressão.
A OMS alerta ainda para a necessidade de vigiar de muito perto a situação nos países em desenvolvimento. O mesmo vírus que causa perturbações em países ricos pode ter um impacto devastador nas regiões ainda em desenvolvimento.
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