Pandemia (H1N1) 2009 - 63.ª actualização da OMS

Margaret Chan, Directora-Geral da OMS (fotografia da OMS)

OMS revela que total acumulado de casos confirmados de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1) está perto de 210 mil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em comunicado emitido na última sexta-feira, 28 de Agosto, que o total cumulativo de casos confirmados de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1) está perto de 210 mil.

À data de 23 de Agosto, os dados eram os seguintes:

Regiões

Total cumulativo de casos*

Total cumulativo de mortes

OMS - África 

3.843

11

OMS - Américas

110.113

1.876

OMS - Mediterrâneo Oriental

3.128

10

OMS - Europa

mais de 42.557

pelo menos 85

OMS - Sudeste Asiático

15.771

139

OMS - Pacífico Ocidental

34.026

64

Total

Mais de 209.438

2.185

* Uma vez que os países já não são obrigados a testar e a reportar casos individuais, o total de casos deverá estar subestimado.

O comunicado indica que a maioria dos países do hemisfério sul (Chile, Argentina, Nova Zelândia e Austrália) já ultrapassou o pico da actividade gripal. No entanto, outros países, como a África do Sul e a Bolívia, continuam a sentir elevados níveis de actividade gripal. 

Em regiões tropicais - América Central e regiões tropicais da Ásia -, muitos países vêem aumentar ou mantêm elevados níveis de actividade gripal.

Nas zonas temperadas do hemisfério norte (representadas pela América do Norte, Europa e Ásia Central), a actividade gripal e das doenças respiratórias permanece geralmente baixa, ainda que alguns países reportem surtos localizados. No Japão, o nível de actividade gripal ultrapassou o limiar da epidemia sazonal, sinalizando que a estação da gripe anual se iniciou cedo.

O vírus H1N1 continua a ser predominante, tanto no hemisfério norte, como no hemisfério sul. Os testes de resistência antiviral têm vindo a confirmar a susceptibilidade do vírus ao oseltamivir, excepto em casos esporádicos.

Noutro comunicado emitido a 28 de Agosto, a OMS revelou que a monitorização tem vindo a fornecer suficiente informação para realizar alguns prognósticos quanto à evolução da gripe nos próximos meses.

A OMS alerta os países do hemisfério norte para a necessidade de se prepararem para uma segunda vaga pandémica. Países com clima tropical, aos quais o vírus pandémico chegou mais tarde, devem também preparar-se para um aumento do número de casos. 

Os países nas regiões temperadas do hemisfério sul devem permanecer vigilantes. Como a experiência demostrou, podem ocorrer surtos localizados de transmissão mesmo quando a pandemia atingiu o pico a nível nacional.

Até à altura, os casos mais graves e mortes ocorreram em adultos com menos de 50 anos de idade, sendo a morte de pessoas idosas comparativamente rara. Esta distribuição etária está em contraste gritante com a gripe sazonal, na qual cerca de 90% dos casos graves e fatais ocorrem em pessoas com idade igual ou superior a 65 anos.

O aumento do risco durante a gravidez está agora consistentemente bem documentado na generalidade dos países. A sublinhar o risco está o facto de o vírus atingir sobretudo os mais jovens.

Os dados continuam a demonstrar que certas condições médicas aumentam o risco de doença grave e fatal. Estas incluem doenças respiratórias, principalmente asma, doenças cardiovasculares, diabetes e imunossupressão.

A OMS alerta ainda para a necessidade de vigiar de muito perto a situação nos países em desenvolvimento. O mesmo vírus que causa perturbações em países ricos pode ter um impacto devastador nas regiões ainda em desenvolvimento.

Para saber mais, consulte:

Data de publicação 31.08.2009
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