Quem pode ser dador vivo?

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Casos de práticas de transplante que permitem a participação de dadores vivos de órgãos.

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Quem pode doar órgãos em vida?

A nova lei (Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho) permite que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, seja dador de órgãos em vida, independentemente de haver relação de consanguinidade. A anterior lei (Lei 12/93, de 22 de Abril) apenas previa a doação de órgãos entre familiares até ao 3.º grau.

Doação de rins

A doação em vida de rins é a mais comum. Como o corpo tem dois rins e pode funcionar só com um, em regra um membro da família do doente pode doar o seu rim.

Doação de medula óssea

Não se trata de uma transplantação de órgãos, mas sim de células que se regeneram. Por razões de compatibilidade, a maioria dos dadores de medula óssea é constituída pelos irmãos do doente. Actualmente encontra-se em desenvolvimento em Portugal um banco de dadores voluntários de medula óssea - CEDACE.

Fígado e tecido pulmonar

São feitos também transplantes de fracções de fígado e tecido pulmonar provenientes de dadores vivos. Por exemplo: um fígado de um dador vivo recupera o seu tamanho normal ao fim de dois ou três meses mesmo quando lhe é extirpado oitenta por cento do seu volume.

Vantagem

Um órgão de um dador vivo é transplantado minutos depois de ter sido extirpado, o que se torna uma vantagem visto que certos órgãos sobrevivem poucas horas fora do corpo humano.

Para saber mais, consulte:

Autoridade dos Serviços de Sangue e da Transplantação - http://www.asst.min-saude.pt

Data de publicação 15.05.2008
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